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Perguntas e Respostas

Existem coisas até óbvias para muitos, mas que às vezes são questionadas por alguns clientes na oficina:



  1. Os carros mais modernos usam velas?

Sim. Todos os motores a gasolina ou álcool, até mesmo os flex. usam velas, são elas que soltam uma centelha (faísca) dentro da câmara de combustão gerando a queima do combustível. Motores a diesel não usam velas.


 



  1. Os motores de hoje precisam de regulagem?

     Alguns modelos pedem a conferência da regulagem de válvulas, mas a maioria usa o “tucho hidráulico” que as mantém reguladas o tempo todo. A parte de alimentação, ou seja, o sistema de injeção eletrônica dispensa regulagens do tipo mistura lenta, ponto, etc. Tudo isso é feito automaticamente e apenas um aparelho conhecido pelos reparadores como scanner, pode conferir se os parâmetros dos sensores e atuadores estão de acordo.



  1. Os freios atuam nas quatro rodas?

Sim. O freio “de pé” atua aproximadamente 70% nas rodas dianteiras e 30% nas traseiras. Isso vale para a maioria dos carros pequenos com tração dianteira. O freio de estacionamento só atua nas rodas traseiras. 



  1. O fluido de freio precisa ser trocado?

   Basta ler o manual do proprietário e lá estará especificado o período de tempo ou quilometragem para a troca. Não se completa fluido de freio, a não ser numa emergência, pois se ele estiver abaixo da marca de mínimo é sinal que houve um vazamento ou que as pastilhas estão gastas. Não pode haver “consumo” desse líquido. Uma vez que o sistema de freio estiver revisado, o fluido deve ficar dentro do nível até a próxima revisão sem necessidade de reposição.



  1. É normal sair um pó preto da roda?

    Sim. Este pó é o material que a pastilha de freio perde ao longo de sua vida útil. Algumas rodas trazem esse pó mais para o lado de fora assustando os proprietários quando lavam o carro em casa, mas isso é normal. Dependendo da marca da pastilha o pó é mais escuro. É importante não confundir o pó preto com fluido, pois vazamento de líquidos é sim preocupante.



  1. Porque o volante treme?

  Existem algumas situações:  



  • O volante treme a baixas e altas velocidades.

Nesse caso a causa provável é um pneu deformado (aço quebrado) ou a roda (aro) torta (visivelmente torta). Rolamentos e articulações com folga podem causar uma sensação parecida, mas nesse caso seria acompanhada de ruído.



  • O volante treme somente em altas velocidades (acima de 80 km/h).
  • A causa mais comum é a falta do balanceamento da roda, que é corrigido com aqueles “chumbinhos” que a máquina balanceadora determina onde colocar. O balanceamento ideal é feito com a roda retirada do carro. A máquina que faz a roda girar no próprio veículo é prejudicial ao diferencial (componente da transmissão) e nem sempre dá um resultado satisfatório.
  • O volante treme somente ao frear.

     Esse problema pode estar no empeno dos discos de freio e é resolvido com a troca do conjunto discos e pastilhas. No momento da desmontagem dos discos, é necessário verificar o empeno do cubo de roda, onde o disco é fixado. Se o empeno for superior ao tolerado pelo fabricante, se faz necessária a troca do rolamento de roda e do cubo também.


                                                          



  1. Balanceamento ou Geometria?


  • O balanceamento, como vimos no item anterior, é assunto para ser resolvido na roda, independente do carro.
  • A geometria é o alinhamento das rodas já instaladas no veículo. Na ocasião da geometria são verificados ângulos como convergência, câmber e cáster. A geometria irá corrigir problemas de desgaste irregular de pneus assim como a tendência do volante “puxar” para um dos lados, sem falar na estabilidade. De nada adiantam componentes perfeitos na suspensão sem o devido alinhamento.


  1. O que é cambagem?

Fazer a cambagem consiste em corrigir um dos ângulos da geometria, o câmber, que é o vertical da roda, seguindo uma tabela para cada modelo de carro. O câmber é afetado em acidentes ou buracos da estrada. Essa cambagem tem sido muito usada nos Auto Centers e tem arrancado uns bons trocados dos clientes. A geometria básica corrige apenas a convergência, que é o alinhamento horizontal entre as rodas esquerda e direita. O cáster é inclinação da roda dianteira quando esterçada.



  1. Aditivo na água do radiador provoca vazamentos?

O aditivo aplicado na proporção correta com a água do sistema de arrefecimento tende a evitar a formação de ferrugem, lubrifica a bomba d’água, eleva o ponto de ebulição e diminui o ponto de congelamento, portanto, conserva todos os componentes que estão em bom estado. Os vazamentos podem aparecer depois que você coloca aditivo em um sistema que não o usava, onde existem componentes já prestes a vazar. 



  1. É possível ligar carro com injeção “no tranco”?

É possível sim. O “tranco” é prejudicial à correia dentada, suportes do motor e à embreagem independentemente do veículo ser dotado de injeção eletrônica ou não. A diferença entre ligar o injetado e o carburado no empurrão, é que no caso do injetado, se a voltagem da bateria estiver abaixo de uns 9 volts, será difícil a partida dar certo.


 


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Murilo Bacca
Formado em contabilidade e egresso do curso de Administração de Empresas da Universidade Regional de Blumenau (Furb), trocou a sala de aula pela oficina por paixão. Apostou na realização pessoal fazendo o que sempre sonhou. Dedicado à leitura e à redação, é agora o mecânico intelectual do Análise em Foco. Dirá, aqui, tudo o que você precisa saber sobre automóveis.
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