Mais Colunistas

O que você achou do que leu na coluna? Comente

UMA HISTÓRIA ANTIGA DE AMOR PELA FOTOGRAFIA
Sábado, 22 de Outubro de 2016

Ele se chama Carlos Augusto Waldrich, mais conhecido como Kako Waldrich – pelo menos para os amigos e colegas do tempo de Colégio Franciscano Santo Antônio, hoje Bom Jesus Santo Antônio. Tempo em que a família Waldrich fazia e/ou revelava boa parte das fotografias que registravam os melhores momentos da vida dos blumenauenses, aliás, muitos deles colegas de escola de Kako. Afinal, quem não conhecia o Cine-Foto Carlos, fundado pelo patriarca da família?


Como a fruta não cai longe do pé, ele seguiu os passos do pai, dos tios e dos primos,  vivendo também da fotografia, viajando pelo Brasil e pelo mundo em busca de imagens para clientes/patrocinadores, registrando cotidianos em diferentes línguas, culturas e cenários – fotos aéreas feitas com drone, segmento no qual foi pioneiro na cidade, hoje são sua especialidade.


O trabalho externo mais recente do fotógrafo blumenauense foi na Alemanha, onde esteve para registrar a Oktoberfest de Munique e fazer um paralelo com a de Blumenau, que termina neste domingo. Com uma exposição reunindo dezenas de fotos e aberta ao público na Vila Germânica, onde ocorre o evento, e num shopping da cidade, Kako mostra um pouco daquilo que viu e sentiu na terra da maior Oktoberfest do mundo, com mais de 6 milhões de visitantes, e também na segunda maior, que recebe meio milhão todos os anos – as exposições ajudam a divulgar também o trabalho da casa de repouso para idosos São Simeão, em Blumenau, que aceita doações.


A seguir, ele fala um pouco sobre a experiência da fotografia e compara as duas festas:    

O que você achou do que leu na coluna? Comente

DAS BANHEIRAS QUÍMICAS À FOTOGRAFIA DIGITAL
Sábado, 22 de Outubro de 2016

Panorama Cultural Você vem de uma família bastante ligada ao mercado fotográfico em Blumenau. Como foi seu envolvimento com a fotografia, quando ocorreu?


Kako Waldrich: Meu desenvolvimento ocorreu na década de 80, meu pai me ensinou juntamente com meus tios e primos a fotografar casamentos e batizados. Eventos também entravam no calendário.


PanoramaO mercado fotográfico passou por mudanças profundas nos últimos anos, com a digitalização dos processos. Isso fez bem ou mal para o mercado?


Kako: Por um certo lado foi bom, ficou no mercado realmente quem é profissional, por outro, com a tecnologia, existe muita prostituição no mercado, a cultura deste país ainda prefere serviços mais baratos, ao invés da qualidade.


PanoramaE para a fotografia, em si, a digitalização fez bem ou mal?


Kako: Para fotografia foi muito bom, visto que hoje o processo ficou mais rápido, não precisamos mais gastar com filmes e revelação, porem, perdeu-se o charme da fotografia antiga.


Panorama Você chegou a conhecer o antigo ambiente de revelação fotográfica, que envolvia diferentes etapas em um laboratório, algumas delas no escuro total, outras com luz vermelha de penumbra? Sente alguma nostalgia em relação a ele?


Kako:  Foi o meu começo, sinto saudade, e, por sinal, talvez seja esse o charme que tanto faz falta, era prazeroso ver ela (a fotografia) brotar das banheiras químicas (bacias onde o papel fotográfico era submerso em químicos para “revelar” a imagem impressa sobre ele através de foto-sensibilização).


Panorama Como foi a experiência de fotografar a Oktoberfest de Munique para traçar um paralelo com a de Blumenau?


Kako: Foi uma experiência única, um sonho, que o Bradesco me ajudou a realizar, junto com outros grandes parceiros. Digo o Bradesco porque estou há 5 anos trabalhando, e são meus parceiros em todas as exposições que faço.


Panorama Você foi bem recebido na Alemanha? Receberam melhor ao brasileiro Carlos Waldrich ou ao blumenauense?


Kako: Não tive dificuldades, sou uma pessoa iluminada, e tenho muita fé em Deus, onde eu ando Ele está comigo, e, por incrível que pareça, as coisas acontecem, sempre da melhor forma, em alto estilo. Tendo saúde e trabalho, o dinheiro é uma consequência, vejo por esta forma. Fui muito bem recebido, por ser Blumenauense, e por estar representando a minha cidade, e a segunda maior festa alemã do mundo. A rainha estava conosco, isso ajudou ainda mais.


PanoramaQuais a principais diferenças entre as duas festas?


Kako: As festas são muito diferentes, a começar pelo público. A deles tem 7 milhões de pessoas, ai já começa a diferença.


PanoramaA nossa tem alguma vantagem?


Kako: Temos muitas coisas boas, vantagem de falar o mesmo idioma, beber chope gelado (na Alemanha a bebida é oferecida a temperatura ambiente) e a miscigenação de raças, isso torna a festa muito interessante.


+ Artigos
Todos os direitos reservados © Copyright 2009 - Política de privacidade - A opinião dos colunistas não reflete a opinião do portal